quarta-feira, 3 de junho de 2009

Tum Tum Tum Tum... Para ti Mafalda...

... Assim chegou de mansinho. Seriam cerca das 3 da madrugada. Quem seria?
- Olá, boa noite. Quem é?
- Sou eu... o teu coração.
- O meu coração, a esta hora? O que queres?
- Venho bater-te com toda a força. Tens andado a exceder-te. Não pode ser. Não sabes viver em meio termo?
- Não. Não sei... A esta hora. Porra. Estava a dormir tão bem...
- Como sabes, chego sempre sem avisar. Toma. Tum tum tum tum tum.
- Pára, porra. Pára. O que queres? Diz-me.
- Ou abrandas o teu ritmo ou acabas como muitos... sete palmos abaixo da terra. Tás disposto a partir?
- Mas porquê agora? Tenho andado sossegado, com pouco stress, descansado, calmo.
- Achas? O que deixas de dormir, o que te desgastas a correr, o que te desgastas a pensar de mais?
- Porra, só por isso? Adoro correr, não gosto de dormir. Acho que descanso o que tenho de descansar.
- Ah é verdade. Tens que mandar vir a outra metade do teu coração.
- A outra metade?
- Sim, a que deixaste para trás. Já te esqueceste? Por isso é que andamos a funcionar mal. Diz-lhe para te mandar. Ou então vai buscá-la...
- A outra metade vai ficar sempre lá, tu sabes. Tens de te habituar a trabalhar sozinho. A outra parte de mim... está longe. Na outra margem.
- Então, vamos fazer uma coisa: diz-lhe para a guardar sempre junto ao peito. E repete-lhe aquilo que lhe queres dizer...
- Foca... nada sempre junto à margem. Sempre pertinho... «Agarra-te sempre a mim». Nunca partas. Nunca, ok?

Ana...


Não... É incondicional. É o que sinto. E ninguém consegue capacitar-me do contrário...


- Tu foste a mulher que mais amei na vida... Vou recordar-te sempre. Vou amar-te sempre!!! A tua felicidade é a minha. Mesmo que não estejas comigo... Seja com quem for. Interessa é perceberes que «estaremos sempre juntos»...

- O teu conceito de amor não é o mesmo que o meu... por isso, nunca vou perceber... nem acredito no que dizes...

- Ana, tu tiveste-me ao pé... Conheces-me. Passo noites a chorar a pensar em ti... É o que eu acredito. Vou amar-te sempre... Toda a vida!!!

80 anos...


Olá... É hoje. Fazes 80 anos. Oitenta. «Curtos» e tão bonitos. Estás tão bem ainda. Altiva. Lúcida. «De mangas arregaçadas»...


Acordei emocionado e ansioso. Ainda não te consegui ligar. Continuo «angustiado». Dizes-me muito. Fazes-me muito. Amas-me, Ajudas-me, Amparas-me, Animas-me, Apoias-me, Abraças-me... Adoras-me. Tenho a felicidade de ter duas «mães». Lembro, algumas vezes, aqueles que não tiveram a felicidade de sentir o carinho e o amor de mãe. De poder contar com o apoio daquelas «três letras pequenas» para a difícil «estrada» que é a vida...


Sou um felizardo. Um privilegiado. Tenho duas... que se complementam. Se te pedisse para «ofereceres» um pouco do teu amor «áqueles» que nunca o sentiram tenho a absoluta certeza que não o negavas. Tal é o «tamanho» do teu coração. Dás... sem pedir nada em troca. Fazes o mesmo em relação à minha filha. Nunca te vou ser suficientemente grato... Digo-te, por graça, que ainda vais ajudar a cuidar da minha... neta. Quero acreditar que sim. Que me vais ajudar!!!


Estás elevada à categoria de pessoas imortais. Nunca vais morrer. Vais viver para sempre... Para ti, hoje... com lágrimas... claro, mas de muita felicidade e eterna gratidão, um beijo no coração...

Saudades de um Verão... estranho


Vai parecer estranho... Os «sentires» que aqui deixamos poderão sempre ser entendidos de diversas formas.


Será que o que escrevemos «neste sítio» terá de ter sempre um destinatário? Para quem me «conhece»... não!!! Hoje é «para mim».


Foi para aí em meados de Julho. Princípios talvez. Ou a meio. Acho que me lembro. Sim. Acho que sim.


Se pensar num grande amigo que me dizia: «Manel... foi como um flash». Vai ficar para a vida «inteira».


Para ele, entretanto, os dias não têm sido... fáceis. Os dias e as noites são duras. Cruéis quase. Muito. Demasiado cruéis e «despidos»...


Sei que foi no Verão. Ou quase. Ou já era. Estava calor. Algum. Mas também nada interessava. Só ela. Foi um... «flash». Tinhas razão, Mário. Hoje, voltei a «ver-te». Estás deslumbrante. Magnífica. Soberba. Linda. Desumana.


Tenho saudades. Tuas e do Sol... Eu sei. Vai parecer estranho para quem me conhece...

Laptop...


Please.. make a scan of your disk... Imaginemos que os seres humanos poderiam ser formatados. As pessoas. Os homens. As mulheres. Os seres unicamente por o... serem. Seres.


Fazer um restart ou mesmo um shutdown à nossa vida. Começar de novo e fazer como no pc... Quer gravar este ficheiro? O que se responderia? Grava como? Grava... tão-somente? Como perceber que nem tudo o que é... é? Que programa seríamos? Word? Powerpoint? Photoshop? Excel? Ou um vírus? Teríamos sabedoria suficiente para agirmos como um... vírus?


Conseguiríamos fazer um upgrade ao «personal computer» de alguém que muito gostamos? Seria possível algum vírus «manietar», mesmo que inconscientemente, a «memória virtual» da nossa outra... parte? Vamos partir do princípio que somos... Excel.


Assimilamos números e células. «Baralhamos» muito bem e entre os A's, os B's, os C's e os D's metemos as «continhas da nossa essência». Que soma daria? Tudo se mederia em percentagens, em cálculos, em números ou em metafísicas?


Não. Não, querida. Nem tudo é medido em... percentagens. Nem tudo tem uma explicação matemática e científica. Muito menos... racional. Eu diria até mais... Muito menos... irracional. Tudo é coração + sentidos + sabores + essências + intuição... «We takes to for a tango»... Mas para «navegar ao largo» podemos sempre ir... sozinhos!


Eu posso. Tu também. A «tua» resposta está na «memória virtual». Vai ao «backup» e escolhe só os momentos bons. Nunca te esqueças: «encosta-te» à parte boa da vida. É só aí que estamos entre os «nossos»... Sem «fretes», sem «lugares-comuns»... só mesmo em «liberdade»...

Cristina...


Bom... Anda tudo doido com esta «estória» do Benjamin Button... Que sim e que tal... e a vida ao contrário é uma maravilha. Mexe com os «neurónios».


O próprio Woody Allen já tem uma «deixa» àcerca disto... E não sei quê... caganda filme e cagandas interpretações. E o Brad é giro. E o «velho» é fixe. E a bailarina é divina. A negra é... enorme... E a fotografia, ui, ui. Existe por aí cada «boneco»... E com cada fotógrafo...


Mas... porra... quem ganhou foi o «Bilionário»... História simples e... barata!!!!


Pois... Tenho para mim. O que mais me motivou foi «Vicky Cristina Barcelona». Nesta «fase» interessa é... conhecer. E Oviedo é uma cidade interessantíssima... Sabes... adoro uma «noite inteira» a falar de coisa... nenhuma! As «coisas simples» são as mais bonitas da vida! As mais conseguidas por serem as mais trabalhosas. Onde as pessoas vão «nuas» para qualquer coisa.... Paul Young cantava: «Everytime you go away... you take a piece of me... with you». Eu «canto»: «Keep the best for... last»...

Sexta-feira...


Pois... Por vezes, coloco-me a questão: «Porra... O que se passa?» O meu outro «eu» responde: «Sabes... deficiências. Estrutura óssea frágil. A "mente" não acompanha a reacção do cérebro. Enquanto a "cabeça" manda para um lado... os dedos "escrevem" para outro.»


Ah... agradecido ao meu «eu»... outro... Bom jantar... hoje. Perfeito. Calmo. Açucarado. Essencialmente... sem essência. Tá-se...


O sol «queima-nos». Os combóios teimam em andar depressa. O mar... esse... está confuso. As pessoas também... É o tempo. É do tempo, dizem. Recalcadas, amorfas, abúlicas, sem reacção... Quase paradas. Tristes. Anda tudo triste. Sem rumo. À procura de um sinal. À espera de um sinal. De um toque. De um suspiro... de um ai. Foda-se. Sexta-feira. Dia bom para ser feliz. Noite óptima para encher a alma... Procurem o sinal...


Foda-se. O que se passa?

The art of the art...


Surpresa... Uma reportagem sobre pessoas «menos normais», passada há poucos minutos na SIC, levou-me a... pensar, como de um momento para o outro, uma opinião pode mudar. Centrava-se a reportagem àcerca de dois irmãos, adeptos de um clube de futebol, que foram ver a «primeira derrota» do clube ao Estádio... do Sport Lisboa e Benfica...


O rapaz, conhecedor e muito, da realidade «encarnada», debitava «conhecimentos» para a pessoa ao lado, depreendo que fosse o pai. Mas o que «marcou» foi o... final.


Na garagem, onde os jogadores guardam as suas potentes «bombas», os irmãos aguardavam-nos. E... é aqui que o que é... não é. Os atletas, com um grande sorriso, depois de uma derrota dura, cumprimentaram-nos efusivamente. Não com aquele sentimento de «pena» com que se olha para uma pessoa «diferente» mas com uma «altivez humana» que, pensava, não fosse comum. Pensava. Um sorriso que não era fingido. Uma palavra que não era «encenada». Uma «teatralidade que não era... «teatral».


Lembrei-me de quem faz o brilhante papel de, enquanto anónimos voluntários, ajudarem «outros» sem nada pedir. Probono como tão bem diz uma pessoa do coração. O agradecimento? Talvez um sorriso... tão-somente. É verdade... Uma opinião que muda. A minha...


The art of the... heart. Para ti, menina doce da mesma margem, que numa hora «mais difícil» da tua vida tornas fácil a difícil tarefa que é... falar com o... coração.


Que nunca tenhas frio...

Livro de instruções...


Bom... Começar como?... Dizendo-te que sou o teu melhor amigo mas que não sou perfeito... Saber que não sou mesmo o melhor pai do Mundo... apesar de eu pensar que sim...


És e serás sempre o grande amor da minha vida. A pessoa que me deixa sem dormir noites a fio... À espera... À tua espera.


Também te grito... é verdade. Mas também também te dou tantos, mas tantos beijinhos. Tanto amor... Faz parte das minhas... funções. Dos meus «atributos»... das minhas preocupações. Um dia vais perceber.


Dá para «ver» que não andas fixe. São fases da nossa vida. Penso mesmo que ninguém «anda». Um «conselho»: Não te deixes «abalar» pelos problemas dos outros. Já é tão difícil lidar com os nossos.


Beijinho. Passa um bom dia... Ah... outra coisa: adoro aquele cigarro que fumamos juntos, quando tu «andas sempre um passo atrás»... do meu... Isso também nos dá o direito de partilharmos outras coisas...


Não?...

Calor que provoca arrepio...


Nunca duvidei...


«Aquele» rio corre mesmo para o mar... Olhei para dentro. Vi-te em profundidade. Foi a primeira vez que te achei... surpreendida. Porra. Pensei: «Consegui mesmo dizer-lhe isto?»


A partir daí foi um «mundo ao contrário». «Curei-me». Dás-me em excesso. Habituas-me mal... Mimas-me tanto... Foi tudo. O sítio. A luz. Tu. O «teatro». O cenário.


Consigo absorver tudo mas do «outro lado». O Cristo Rei de onde estávamos é muito mais bonito. De certeza que era por estares do/ao meu lado... Ah... ela já me viu de manhã. Olhou-me. Não se lembrou. Não se «lembrou» que hoje é o «meu dia». Está zangada ainda, sabes? Bastante. Acho que não errei com ela. Podia ter sido menos... impulsivo. Mas não sei ser de outra forma. Vai ter os outros dias todos do ano para se lembrar do pai...


Ando a ouvir insistentemente no meu i-pod Broken Strings, de James Morrison. Logo a seguir vem Pode Alguém Ser Quem Não É, de Sérgio Godinho. Bob Seger também «lá está», com Against the Wind... Beijinho. Desculpa fumar tantos cigarros teus... é que além de me «enregelares» a alma ainda me... pões nervoso!!!

Chiado...


«Terra» mágica como são mágicos aqueles que o «percorrem».


Existe quem simplesmente o atravesse. Existem tão-somente quem o sinta... Tenho o raro privilégio de nele... permanecer.


Funciona quase como a «minha sala de visitas». Tem luz única. Um «ar» diferente. Um vento quente que sopra sempre. Quente. Mesmo no Inverno. Aristocrático. Orgulhoso do seu Pessoa que, majestoso, observa os que o rodeiam. Nunca se sente só. Pudera...


A vista soberba sobre o Tejo. Aquele rio que nos faz sonhar. As janelas. As igrejas. Os passeios. Os livros. As pessoas... A outra Margem... Venham. Faço questão de dizer «a quem gosto» para vir...


Recebo-os de braços abertos. Eu e Fernando... Pessoa.

Poder que não existe... e que não temos!


Esta semana, num daqueles almoços que, de tempos a tempos, «nos acontecem», uma doce pessoa me confidenciava: «Manel... o Mundo anda estranho. Passa-se qualquer coisa... Parece que as pessoas "de jeito" desapareceram»... Não existe «renovação»...


Conversámos e chegámos à conclusão que era verdade... Mas era a «nossa verdade». Tão-somente a «nossa conclusão». Terá a ver com a chegada da Primavera? Com a motivação do Deus Sol que faz com que a nossa cabeça «vaze» e comece à procura de novas ocupações?


Num exercício interior, meu, mais tarde, tentei ir mais longe: «Isto» concede um poder aos nossos «supostos amigos e conhecidos» que eles não o têm. Não o têm. Ponto final parágrafo, Com que «direito» te «bloqueiam», te «não respondem», te «julgam», «te fazem conversa nas costas»... É verdade, por incrível que possa parecer, «aqui», há muita maldicência. Muito cinismo. Será possível?... Vejo comentários em páginas de «supostos amigos» que depois se... trucidam.


Como é possível? Real. Não é ficção. Por isso disse a essa amiga do coração... «Olha, nós sabemos como... somos. Não se encontra muita gente decente na vida. Aqueles que temos a certeza... nunca os vou largar. Nunca.» Aqui... talvez. Na vida real, onde gosto e onde me sinto realmente à vontade... nunca os vou deixar. Estamos num «local» onde o erro não é permitido. Onde temos de estar sempre de «peito aberto»...


Deus nos livre de um dia não conseguirmos ser... coerentes...


A propósito de comentários num site

Paula Maçãs...


Pois... Mas sim. Sou tão, mas tão coerente... E sou muito vaidoso comigo. Como sabes... Sou muito puro. Muito cristalino. Não consigo enganar ninguém.


Tenho alguns defeitos. Algumas fraquezas. «Como sempre» estou bem. O que te incomodei foi mesmo para «chamar a tua atenção». Nunca me engano nas pessoas. Basta olhar para a cara delas. Bastou ver-te uma vez. Sentes o mesmo.


Somos o que somos. Sensatos, Cativantes, Civilizados, Humanos. E tão... mas tão sensíveis. A minha mais profunda certeza em relação a ti é que vou voltar a ver-te. Num lado qualquer, num lugar normal, numa hora... própria.


Nada acontece por acaso. Nem aquela história da Paula Maçãs.


Nesse sábado, tinha-me lembrado tanto de ti. O dia estava bom. Pensei que deverias estar a olhar o mar. Mas com tanta certeza que era como se estivesse a teu lado. Tem uma óptima vida.


Nunca te esqueças... Um dia... ao virares uma esquina, ao olhares por uma janela... eu vou lá estar. Vamos gostar de nos... ver. Ao menos isso. Devemos isso um ao outro.

Santa Catarina e não Calcutá...


«Cresceste»... Estás mais «pujante». Mais mulher. Menos «chorona». Falas com um à-vontade que, me deixou... quase estupefacto...


Uma verdade... O que não nos «mata» torna-nos mais «fortes». Mas o óptimo foi ter reparado que «arrancaste» e a grande velocidade para outros projectos... Que irão correr optimamente. Como desejamos. Aliás, até pela «originalidade»...


«Brincas» com as palavras como quem corre e volta atrás. Elevas o ritmo e baixas... consoante a minha necessidade. Sabes o que senti a determinada altura? Porra... o que me dizias há uns tempos concretizou-se. Tudinho. Bem dizias: «Calma... Vais ver que vais dar-me razão...» Pois...


Do alto onde nos encontrávamo-nos víamos o meu «sítio». Falámos e «glosámos» com o que nos envolvia. Era diferente. Um ambiente muito europeu. Mas, olha... estávamos tão «enquadrados»... Que vista que tinha para ti... Aquele calor que nos «derretia», aquele cheiro envolvente que nos «adormecia» e a tua presença deixavam-me sem «pingo de calor»...


Estás, és e serás sempre uma das mulheres mais bonitas da «minha vida». Onde a palavra Amiga encontra um excelente porto de abrigo... O teu sentido estético é enorme. A tua sensibilidade enquanto artista leva-te a nunca estares... «morna».


Por vezes, até eu gostava de ter sido... médico...

Bom dia, alegria...


Raciocínio no máximo, concentração idem, juizinho assim assim (volta e meia um disparate até faz falta... mas sem abusar muito, é claro..)


E sorte. Muita sorte. Com clarividência, sabedoria, «olhos bem abertos» e «peito feito»...


Embora.


Rumo à Vida... Beijinho de quem te adora...