terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Juan Antonio...

Juan Antonio estava radiante... Passava a tarde naquela esplanada soberba de sol e... recordações.

O mar passava sorrateiro... Corria para junto do outro mar... Aquele onde tudo se junta. O tempo e o vento também estavam a favor. Tudo estava a favor. O vento não fazia sombra.

Olhava para o lado e para trás. Já pouco restava. Lisboa fazia agora parte da sua existência. Estava a descobri-la. Sentia-se tranquilo. A cidade é branca. Às vezes cinzenta. Achava piada a esta diferença de cores. Ele... pintor... anarquista... habituado a «atirar» para a tela os seus devaneios. Os seus anseios. Os seus receios...

Adorava o vermelho. O amarelo. O laranja. Sentia alguma falta. Alguns vazios... por vezes... Mas os nós estavam desatados. Todos. Tinha saudades dos amigos. De todos. Alguns dias só de... alguns.

A vida segue igual. Nada será como dantes... Cesariny libertou-o. Os cigarros, os legais e os... outros, libertaram-lhe a mente. Barcelona ficou para trás. Aquela vida ficou para trás.

Poderoso, forte... quase ausente. Prudente. Liberto. E... feliz...

Muito...

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